Seletividade e Distúrbios Alimentares no Autismo: muito além do prato
- Luciana Persiano

- 9 de jun. de 2025
- 4 min de leitura
As dificuldades relacionadas à alimentação no autismo são uma das queixas mais frequentes nos atendimentos com pais e cuidadores. O que, a princípio, parece apenas uma fase de seletividade, comum na infância, pode se tornar um verdadeiro desafio para o desenvolvimento saudável da criança, impactando sua nutrição física, emocional e até mesmo social.
A seletividade alimentar no autismo é multifatorial. Pode envolver hipersensibilidades sensoriais (textura, cheiro, cor, temperatura), rigidez comportamental, ansiedade, necessidade de previsibilidade, entre outros fatores. Não é incomum encontrarmos autistas que aceitam apenas um tipo de alimento, preparado sempre da mesma forma, servido no mesmo prato e, às vezes, até na mesma posição da mesa.
Neste artigo, você vai entender como a abordagem utilizada no tratamento realizado pela terapeuta e naturóloga Luciana Persiano pode impactar positivamente nos distúrbios alimentares apresentados por muitos autistas, e também por pessoas que não se encontram dentro do espectro autista.
Nutrição: corpo, emoções e relações
Quando falamos de alimentação, precisamos lembrar que o alimento não nutre apenas o corpo. Ele também tem um papel importante na construção de vínculos, de hábitos sociais e emocionais. Comer em família, experimentar sabores novos, participar do preparo dos alimentos são práticas que contribuem para o desenvolvimento de habilidades socioemocionais.
Por isso, uma alimentação limitada pode impactar não apenas o crescimento físico, mas também o desenvolvimento emocional e a convivência social do autista. A criança que não tolera novos alimentos pode evitar festas, lanches coletivos, passeios ou almoços em família, o que pode reforçar o isolamento e aumentar a ansiedade.
A atuação dos florais no comportamento alimentar
A Terapia Floral é uma aliada potente nesse processo. Podemos trabalhar com florais que atuam na rigidez de comportamento, na dificuldade com o novo, no medo de experimentar e na resistência à mudança de hábitos. Esses aspectos, que parecem pequenos, são centrais na construção da seletividade.
A pessoa com seletividade alimentar muitas vezes não rejeita o alimento em si, mas a sensação de desorganização que ele causa. Os florais atuam acolhendo essa vivência interna, trazendo mais flexibilidade, abertura e equilíbrio emocional para o processo de mudança alimentar acontecer de forma mais suave.
A orientação para os pais: “não entrar” na seletividade
Um ponto muito importante nas orientações feitas durante a consulta é em relação à postura dos pais diante da seletividade. É natural, na tentativa de garantir que a criança se alimente, que os adultos comecem a oferecer apenas os alimentos que ela aceita. No entanto, isso pode aprofundar ainda mais a seletividade.
Não entrar na seletividade significa continuar oferecendo alimentos variados, mesmo sabendo que, a princípio, a criança pode não comer. Isso não é insistência sem empatia, mas sim persistência com afeto e estratégia. A criança pode não comer hoje, mas ela está vendo, está sentindo o cheiro, está se familiarizando. Esse é o primeiro passo para aceitar.
Outra estratégia importante é oferecer escolhas dentro do perfil de alimentos que a criança já gosta. Por exemplo, se ela gosta de alimentos crocantes, pode-se variar o ingrediente, mas manter a textura que ela tolera. Se prefere alimentos frios, deve-se experimentar diferentes preparações frias. Assim, ampliamos o repertório sem romper totalmente com o que ela já aceita.
Compulsão alimentar: o outro lado do desequilíbrio
Além da seletividade, também é comum vermos quadros de compulsão alimentar, que podem aparecer junto com a seletividade ou de forma isolada. Em alguns casos, a criança come compulsivamente o mesmo alimento que já está dentro da sua zona de conforto.
Em outros, há uma busca constante por comida como forma de regulação emocional, especialmente em momentos de ansiedade.
Nesses casos, a Terapia Floral também é indicada, atuando na ansiedade, no autocontrole, na relação com o corpo e com os impulsos.
Cada fórmula é personalizada de acordo com a necessidade individual de cada paciente, respeitando sua história, seu momento e seu contexto familiar.
Como funciona o tratamento com Luciana Persiano?
Luciana é naturóloga, terapeuta floral, mãe de três, sendo um adolescente autista. Ela realiza uma anamnese individualizada com cada paciente ou familiar, onde identifica as principais queixas e características, que irão nortear a prescrição da fórmula floral. Em alguns casos, também são indicados óleos essenciais.

Atendimento individualizado e acolhedor
Durante as consultas, as orientações feitas aos pais e familiares acontecem com base na realidade de cada criança/adolescente ou adulto. Nenhuma orientação é genérica, porque cada autista é único, e sua relação com a comida também. As abordagens são construídas juntos, considerando as preferências, os desafios e as possibilidades de cada fase do desenvolvimento.
A Terapia Floral, quando integrada ao cuidado com a alimentação e às estratégias comportamentais e sensoriais, pode trazer resultados extremamente significativos. Não se trata de forçar mudanças, mas de abrir caminhos, com respeito, escuta e intenção.
Se você tem vivido esse desafio com seu filho ou filha, saiba que há caminhos possíveis. E você não precisa enfrentá-los sozinha(o).
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